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#563-Substitutos
Daiblog Especial - Julia e Julie
#562-Julia e Julie
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30 Novembro, 2009

#563-Substitutos

por Pedro Bueno*

Substitutos (Surrogates, no original) foi dirigido por Jonathan Mostow e escrito por Michael Ferris e John D. Bancatto, mesmo trio de Exterminador do Futuro 3, considerado o pior da franquia. O filme se passa no futuro, onde os humanos vivem isolados em suas casas e interagem através dos "substitutos" - robôs que são controlados pelos humanos a distância, como se fosse um Second Life da vida real. Nesse mundo você pode ser quem você quiser. Um exemplo: uma mulher jovem, loira e bonita é na verdade um velho gordo.

Na trama do filme, duas pessoas morrem enquanto estavam conectadas aos seus substitutos, e cabe ao policial interpretado por Bruce Willis (A estranha perfeita) desvendar o crime. Mas o que poderia ser uma crítica relevante ao isolamento do ser humano no mundo virtual acaba apenas raspando na temática. Se torna mais um filme de ação sem cérebro, com direito a Bruce Willis loiro e de franja. Mas essa não era a proposta do filme, então podemos perdoar.

Substitutos
É impossível não ter medo da franja de Bruce Willis

As semelhanças com o supracitado Exterminador do Futuro não são poucas. Em determinada cena, o substituto de Willis corre pela cidade perseguindo um suspeito, e no caminho vai perdendo o braço e fica com seu esqueleto robótico exposto. Quando finalmente é abatido eu fiquei esperando ele dizer "I'll be back", ou então o Arnold Schwarzenegger aparecer com óculos escuros e casaco de couro.

Substitutos
Trama futurista

Substitutos é um bom filme de ação, com um final surpreendente e corajoso. Talvez não valha a pena assistir no cinema. É melhor esperar sair na locadora e assistir em casa com um pote de pipoca. Não vai mudar a sua vida, mas vai te divertir por 88 minutos. Também no elenco está Radha Mitchell (Terror em Silent Hill e Visitors).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Surrogates (EUA, 2009) Dirigido por Jonathan Mostow. com Bruce Willis, Radha Mitchell, Rosamund Pike, Ving Rhames, James Cromwell, Boris Kodjoe e Michael Cudlitz...

Veja aqui o trailer do filme Substitutos legendado em português:


Daiblog


*A partir de hoje você encontrará aqui no Daiblog textos assinados por Pedro Bueno. Ele irá colaborar com críticas de alguns filmes selecionados. Pedro cursa cinema na PUC-Rio e é carioca (metade português). É fã de Watchmen, Star Wars e Senhor dos Anéis. Gosta dos trabalhos de Tim Burton, Guillermo Del Toro, Quentin Tarantino e Zack Snyder. Adora pizza e seu sonho é fazer um filme pornô de sucesso.

Os textos serão identificados para você saber quem está escrevendo. Para saber mais sobre a equipe do Daiblog, consulte a seção sobre, que foi recentemente atualizada!

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28 Novembro, 2009

Daiblog Especial - Julia e Julie

Daiblog Especial Julia e Julie

Meryl Streep é Julia Child e Amy Adams é a escritora Julie Powell na comédia de Nora Ephron, Julie & Julia. Antes de chefs como Ina, antes de Rachael, antes de Emeril, veio Julia, a mulher que mudou para sempre o modo como a América cozinha. Entretanto, em 1948, Julia Child (Meryl Streep) era apenas mais uma norte-americana vivendo na França. O trabalho do marido levou-os a Paris e, com sua disposição incansável, ela ansiava por algo com o qual se ocupar.

Cinquenta anos depois, Julie Powell (Amy Adams) está frustrada com a sua vida. Prestes a completar 30 anos, morando no Queens e trabalhando num cubículo de uma repartição pública enquanto suas amigas desfrutam de um sucesso cada vez maior, ela se agarra a um plano aparentemente insano para ter onde concentrar as suas energias. Julie decide passar exatamente um ano cozinhando todas as 524 receitas do livro de Julia Child, Mastering the Art of French Cooking (coescrito com Louise Bertholle e Simone Beck) – enquanto assina um blog sobre as suas experiências.

A diretora, roteirista e produtora Nora Ephron mescla com perfeição essas duas histórias extraordinárias numa comédia que prova que, com as doses certas de paixão, obsessão e manteiga, você pode mudar a sua vida e realizar os seus sonhos.

Julie e Julia

SOBRE O FILME

“É sobre o amor, sobre o casamento, sobre mudar a sua vida”, diz Ephron acerca dos temas que a motivaram a rodar Julie & Julia. “Sou obcecada por comida, mas havia, pelos menos, outros oito motivos que me levaram a filmá-lo, como, por exemplo, fazer coisas pelas quais realmente nos interessamos e que nos proporcionam felicidade.”

“O elo que une essas duas histórias é a paixão”, afirma o produtor Laurence Mark. “Tanto Julie Powell quanto Julia Child descobriram essa paixão – em ambos os casos, a paixão pela comida – que as ajudou a superarem fases difíceis. O filme também é sobre o casamento – e como ele exige malabarismos. Julie e Julia perceberam isso e, apesar dos altos e baixos, são loucas por seus maridos e a recíproca também é verdadeira.”

Julie e Julia

O filme recorre à magistral técnica de adaptar e entremear dois prestigiados livros de memórias: Julie & Julia, de Julie Powell, e My Life in France, de Julia Child com Alex Prud’homme. My Life in France é a história pessoal de Child em Paris nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, como esposa de um adido cultural dos EUA, Paul Child, quando ela transformou seu amor pela culinária francesa em uma missão com o objetivo de disseminar seus prazeres entre as donas-de-casa norte-americanas. Depois de se tornar a primeira americana a cursar a famosa escola de gastronomia francesa, Le Cordon Bleu, ela popularizou a culinária francesa nos EUA, como coautora do livro de culinária, Mastering the Art of French Cooking. A popularidade do livro gerou um programa televisivo de culinária que a transformou numa celebridade nos EUA. Como ninguém, Child levou os norte-americanos a trocarem a comida enlatada, congelada e processada por alimentos frescos, saborosos e preparados com uma satisfação desenfreada, uma metáfora maravilhosa para como se deve viver a vida.

“Com relação à paixão, Julia Child não era apaixonada apenas pelo marido ou pela gastronomia, ela era apaixonada pela vida”, comenta Streep. “Ela tinha uma alegria de viver verdadeira e genuína. Ela adorava estar viva, uma inspiração para qualquer um.”

Julie e Julia

Meio século depois, em 2002, uma nova-iorquina, Julie Powell, estava prestes a completar 30 anos, frustrada como escritora e com sua rotina no emprego público numa organização dedicada à reconstrução da área do World Trade Center depois dos atentados de 11 de setembro e ao auxílio às famílias das vítimas até seu restabelecimento. Em um impulso para mudar de vida, ela decide preparar todas as receitas da obra-prima de Child – 524 receitas em 365 dias – enquanto acompanha a façanha por intermédio de um blog. Com o apoio do marido, Eric — que se satisfazia em devorar os frutos do seu trabalho — Julie começou a detalhar os altos e baixos do seu desgastante projeto.

Hoje, blogar já faz parte das nossas vidas, mas em 2002, Powell foi uma pioneira na “blogosfera”. “No início da sua empreitada”, explica Mark, “Julie talvez nem se desse conta de como aquilo tudo era ambicioso. Mas como ela estava obviamente se divertindo e os resultados eram absolutamente deliciosos, a coisa toda se tornou mais facilmente administrável.”

Julie e Julia

Powell se tornou uma blogueira tão popular que, assim como Child, teve sua própria aventura culinária publicada: Julie & Julia: My Year of Cooking Dangerously foi editado pela Little, Brown, em 2005. Porém, antes mesmo que Powell tivesse assinado um contrato editorial, o produtor Eric Steel já a havia notado, a partir do seu perfil publicado no New York Times, escrito pela crítica gastronômica, Amanda Hesser. “Julie foi realmente uma das primeiras blogueiras a extrapolar os limites fechados por onde orbitam algumas dessas pessoas”, observa Steel. “Ela tinha um público leitor. À época em que eu a conheci, ela já tinha milhares de pessoas lendo seu blog todos os dias.”

À mesma altura, a produtora Amy Robinson pensava em transformar a história de amor de Julia e Paul Child em um filme. Como Steel detinha os direitos sobre a história de Powell, Robinson propôs que eles combinassem suas narrativas. “Eu vi que era possível combinarmos as duas coisas, esses dois casamentos, essas duas mulheres procurando descobrir quem elas são’,” afirma Robinson.

Julie e Julia

A sensibilidade e inteligência do projeto, assim como o tema gastronômico relacionado à vida, atraíram o interesse da roteirista e diretora Nora Ephron, e o produtor Laurence Mark e o produtor executivo Scott Rudin assumiram a dianteira do projeto.

“Assim que ouvi a ideia, eu pensei: ‘Eu preciso fazer esse filme’”, conta Ephron. “Em 1962, mais ou menos, quando eu me mudei pela primeira vez para Nova York, todo mundo comprava um exemplar de Mastering the Art of French Cooking – era uma maneira de dizer que você era inteligente e, por isso, iria cozinhar como as pessoas inteligentes cozinhavam. Então, Julia Child se tornou uma amiga imaginária para mim e para milhões de mulheres que compraram o seu livro e, passados tantos anos, eu acho que o mesmo se aplica a Julie Powell.”

“Quando eu comecei, eu nunca pensei que teria um livro nem que esse livro fosse ter seus direitos adquiridos para o cinema, que Nora Ephron fosse escrever e dirigir o filme e que Meryl Streep e Amy Adams fossem estrelá-lo”, comenta Julie Powell. “Elas produziram um filme lindo, um filme sobre o casamento, sobre ter coragem para criar quem você quer ser. Toda essa experiência tem sido espetacular.”

Daiblog Confira outros textos Daiblog Especial. Clique aqui para ler!

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27 Novembro, 2009

#562-Julia e Julie

Julie e Julia é o novo filme de Nora Ephron, diretora que ficou conhecida por assinar comédias românticas de sucesso nos anos 90 como Mensagem para você e Sintonia de amor. O trabalho, diferente do que pode imaginar, não é romance, mas uma deliciosa comédia dramática que conta duas histórias diferentes e, ao mesmo tempo, próximas. O roteiro foi inspirado na vida real de duas mulheres que vivem em períodos distintos: Julia Child e Julie Powell.

Além da semelhança dos nomes, um outro fator aproxima a realidade de ambas: a gastronomia. A primeira, interpretada por Meryl Streep (O diabo veste Prada, O suspeito) ficou famosa nos Estados Unidos por ter lançado um livro revolucionário que ensinava donas de casa a preparar receitas da culinária francesa. Já Julie (vivida por Amy Adams, de Encantada e Uma noite no museu 2) é uma jovem que criou um blog sobre as receitas de Julie.

Julie e Julia
Cozinhas e casamentos

As tramas aparecem intercaladas no longa-metragem, que ora se passa em Nova Iorque, ora na França. Nas duas é possível perceber que o ato de cozinhar é mais do que uma obrigação. Serviu como um forma de se libertar de um presente sem graça para criar um futuro brilhante. Tanto Julie (que tinha tudo para ser apenas uma dona de casa sem muitos talentos) quanto Julia (que trabalhava em um deprimente serviço de atendimento às vítimas dos atentados de 11 de setembro) estavam insatisfeitas e encontraram uma saída dentro da cozinha.

Julie e Julia
O dilema da lagosta

É um bom filme, que também fala de relacionamentos e serve como um incentivo para os blogueiros. Como se pode imaginar, Julie e Julia te faz sair do cinema com a barriga roncando de fome. Uma boa pedida é assistir ao filme e depois correr para um restaurante. Também fazem parte do elenco Stanley Tucci (O Corajoso Ratinho Despereaux, Space Chimps - Micos no Espaço), Chris Messina (Vicky Cristina Barcelona, O Melhor Amigo da Noiva) e Linda Emond (Água negra).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Julie & Julia (EUA, 2009) Dirigido por Nora Ephron. Com Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci, Chris Messina, Linda Emond, Helen Carey, Mary Lynn Rajskub, Jane Lynch, Joan Juliet Buck, Crystal Noelle, George Bartenieff, Vanessa Ferlito, Casey Wilson...

Veja aqui o trailer do filme Julie & Julia legendado em português:


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Samba de Uma Nova Gente: a opéra-rock brasileira

O cinema brasileiro a cada ano mostra sua vitalidade e criatividade. Um jovem escritor acaba de divulgar no 42º Festival de Cinema de Brasília um trabalho voltado à ópera-rock, um estilo ainda pouco conhecido do grande público. A proposta inicial partiu do escritor e compositor Chico Santa Rosa, que idealizou um longa-metragem chamado Samba de Uma Nova Gente, a ópera-samba-rock brasileira.

O filme dialoga com o universo da cultura pop underground: a do rock alternativo, da filmografia transgressora, da poesia marginal. Além disso, as músicas transitam entre o rock alternativo e a MPB. Os atores, contudo, não cantam suas falas. Não é, portanto, um musical tradicional, e sim uma união entre a narrativa tradicional dos longas-metragens de ficção (com ações e diálogos) e a linguagem dos videoclipes musicais.

Samba de uma nova gente

O roteiro conta a estória de um sujeito de classe média, advogado e roqueiro amador, que se decepciona com a sua vida no Brasil e busca um novo espaço para si ao tentar viver fora do país. As músicas narram essa mudança interior e exterior do personagem, à medida que ele começa a se entender como mais um dos milhões de brasileiros que tentam encontrar o seu espaço como “cidadão do mundo”.

Chico Santa Rosa explica que “a idéia é fazer uma produção ‘casada’ das músicas e da filmagem do longa-metragem, e não apenas um trabalho secundário ao outro”. E acrescenta: “A temática do filme é a brasilidade do início do século XXI, o que significa ser brasileiro nesse período”.
Com o roteiro e as músicas prontas, o autor partiu para o maior festival do cinema brasileiro para mostrar aos diretores, produtores, músicos e cinéfilos sua proposta, buscando começar a reunir as pessoas necessárias para um projeto tão ousado.

As músicas, em uma versão ainda preliminar, estão disponíveis no site do trabalho, http://www.sambanovagente.com/ . O roteiro também está lá e pode ser lido na íntegra. Se tudo der certo, o Brasil poderá ter em breve sua ópera-samba-rock, a refletir sobre a condição do brasileiro em busca de seu lugar no mundo.

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Postado por Michel Toronaga Às 12:00 AM

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